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Na sala lotada, olhares atentos tentam absorver cada informação na fala do palestrante. No palco, um senhor bem cuidado, cabelos brancos e discurso elaborado estampa um leve sorriso no rosto ao fim de cada raciocínio. Terminada a apresentação, uma pequena fila para fotos com o professor de Harvard que mais parece uma celebridade no mundo dos negócios, Robert Kaplan, um dos inventores do Balanced Scorecard (BSC).

Há exatos 20 anos, Kaplan e seu colega acadêmico, David Norton, publicavam na Harvard Business Review o artigo “The Balanced Scorecard – Measures That Drive Performance” (O Balanced Scorecard – Medidas que Conduzem a Performance). De lá para cá, eles escreveram vários livros e a ferramenta de gestão que inventaram, uma espécie de mapa estratégico que ajuda a medir e administrar o desenvolvimento competitivo de uma empresa, passou a ser adotada em muitas companhias. O Gartner identificou que 60% das empresas no ranking Fortune 1000, em 2009, usavam o BSC.

Na última semana, Kaplan esteve no Brasil e participou de um dia inteiro de painéis e palestras no Strategy Execution Summit 2012, da Symnetics. Dias depois da Rio+20, ele deu um puxão de orelha na iniciativa privada, ao defender que as empresas devem adotar uma postura mais ativista e inovadora.

“O que elas estão fazendo é dizer: veja, isso é algo que estamos fazendo por você, fique grato e diga obrigada. É melhor que não fazer nada, mas não é tão bom quanto poderia ser”, disse Kaplan a Época NEGÓCIOS.

O acadêmico antecipou ainda, que esta deve ser a natureza de seus próximos trabalhos. Segundo o professor, o objetivo é desenvolver estudos que mostrem que atuar de forma colaborativa com a sociedade e o governo pode, sim, trazer resultados.

Fonte: Época Negócios

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