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A fuligem, ou carbono negro, é o segundo poluente de maior impacto para as mudanças climáticas, atrás somente do dióxido de carbono e à frente do metano, mostra estudo divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) nesta terça-feira (15). A análise do Instituto para Governança e Desenvolvimento Sustentável (IGSD) – um dos integrantes da Coalizão pelo Clima e Qualidade do Ar (CCAC) do Pnuma – também evidencia que o potencial poluidor da fuligem, originária da queima incompleta de combustíveis fósseis e de biomassa, é duas vezes pior do que se pensava.

Segundo o documento, desenvolvido durante quatro anos por uma equipe de mais de 30 cientistas, o impacto da fuligem no Ártico e em outras regiões vulneráveis é maior e a substância tem grande influência no rápido aquecimento nas áreas de médias e altas latitudes do hemisfério norte. O estudo conclui que a redução das emissões de fuligem derivada da queima principalmente de óleo diesel, mas também de outras fontes, como fornos de olarias e até a queima caseira de combustíveis, terá uma rápida influência na desaceleração do aquecimento global.
“A nova pesquisa mostra que temos que combater os poluentes de vida curta, como a fuligem. Peço que mais países, empresas e organizações ingressem na CCAC”, afirmou o Diretor Executivo do Pnuma, Achim Steiner, explicando que desde sua criação, em fevereiro de 2012, a coalizão cresceu de seis para 24 Estados-Membros.

ONU Brasil/EcoAgência

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