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Projetos desenvolvidos para modernizar favelas cariocas começaram a ser apresentados na segunda-feira, 26 de junho, na exposição Favelacity Exchange,  na praça Tiradentes, centro do Rio de Janeiro. A iniciativa segue até o dia 8 de julho, com maquetes e imagens dos projetos.

Entre as propostas, baseadas em conceitos de sustentabilidade, estão construções que utilizam concreto e tijolos feitos com materiais reciclados, edificações que privilegiam a ventilação e iluminação natural e casas com sistemas de reaproveitamento de água da chuva.

Todas as iniciativas foram desenvolvidas, ao longo de um ano, por alunos dos cursos de mestrado e de doutorado em arquitetura da universidade suíça ETH Zurich, referência mundial em pesquisa multidisciplicar e educação. O grupo visitou comunidades cariocas, como a Cidade de Deus, na zona oeste, analisou as estruturas e as relações sociais já existentes por três meses e criou as propostas.

De acordo com o diretor de Estudos de Design Urbano da universidade, Rainer Hehl, o objetivo é apresentar ao poder público, às organizações sociais que atuam nesses locais e aos próprios moradores, opções de fácil implementação capazes de melhorar as condições de vida nas favelas.

“As favelas vêm se tornando um importante fator para a inclusão social com uma lógica própria de crescimento. Por isso, analisamos esse novo paradigma e criamos projetos para um desenvolvimento sustentável dessas moradias informais. A ideia da exposição é mostrar tudo isso não só para arquitetos, mas para um público maior que inclui associações de moradores e organizações não governamentais que trabalham nessas regiões para discutir e garantir acesso a informações importantes”, explicou à Agência Brasil.

Rainer Hehl acrescentou que, no caso da Cidade de Deus, o modelo de moradia sustentável proposto foi a construção de blocos de habitação cooperativa com seis proprietários. As casas podem ser construídas em cima das já existentes, mas de forma que tenham um pátio interno que permita a entrada da luz solar e viabilize a circulação do ar.

“Vimos que já existem iniciativas interessantes no local e propomos um modelo que aproveita a lógica que vem da área para atender ao crescimento da comunidade, mas de forma sustentável”, afirmou.

Foto: EcoDesenvolvimento

Instituto Ethos