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23/10/2011 – Brasília: Os humanos gostam de imaginar como seriam as coisas se fossem enjaulados e perdessem o controle para animais que, de uma hora para a outra, ficaram inteligentes. Não à toa, a saga Planeta dos macacos já está na terceira versão cinematográfica. César, o primata rebelde, bebe da fonte da sabedoria, a distribui para os iguais e parte para a conquista do mundo. O Homo sapiens, autoproclamado o mais esperto animal da face da Terra, assiste ao filme e sai do cinema aliviado, porque sabe que tudo não passa de ficção.

Embora dificilmente um chimpanzé aprenda a falar, raciocinar como humano e deflagrar um motim, cada vez mais a ciência prova que a mente dos animais é muito mais sofisticada do que se imaginava. Novos estudos ao redor do mundo começam a descobrir que habilidades antes atribuídas apenas ao Homo sapiens podem ser encontradas em outras espécies: golfinhos imitam gestos humanos, elefantes se olham no espelho, ovelhas reconhecem as pessoas, macacos fabricam ferramentas e alguns espécimes parecem raciocinar. Especialistas consultados pelo Correio afirmam que a cognição dos animais é um ramo de estudo que pode revelar muitas surpresas.

Talvez o caso mais famoso na ciência tenha sido o do papagaio Alex, que morreu aos 31 anos em 2007. No fim da década de 1970, sua proprietária, a psicóloga Irene Pepperberg, resolveu ensiná-lo a falar inglês. Em entrevista à revista National Geographic, ela contou o que passou por sua cabeça ao levar a ave para o laboratório: “Pensei que, se ele aprendesse a se comunicar, eu poderia questionar ao papagaio como ele via o mundo”.

Pepperberg enfrentou críticas, deboches e ceticismo dos colegas acadêmicos. Mas Alex, o animal, pegou todos de surpresa. O papagaio aprendeu a falar. Não apenas a reproduzir o som, como muitos fazem. Ele expressava em frases seus desejos, como dizer: “Quero uvas” quando estava faminto. Alguns testes feitos por Pepperbeg mostraram que o animal raciocinava. Ao ver duas xícaras com o mesmo formato, Alex dizia o que elas tinham de diferente: “A cor”. Além disso, ele sabia contar. Cansado dos exercícios cognitivos, pedia à sua dona: “Quero ir para a árvore”. A história do papagaio foi contada por Pepperberg no livro Alex e eu, que virou best-seller nos Estados Unidos.

Leia a matéria completa de Paloma Oliveto no Correio Braziliense aqui.

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