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A exposição ao mercúrio coloca em risco a saúde de 10 a 15 milhões de pessoas de países em desenvolvimento. O alerta está em um novo estudo do Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, divulgado nesta quinta-feira. Regiões da África, da Ásia e da América do Sul estão lançando mais mercúrio na atmosfera, principalmente por conta do uso do elemento tóxico em pequenas minas de ouro e pela queima de carvão para geração de eletricidade.

Por conta da industrialização, a Ásia é a região que mais lança o metal, sendo responsável por quase a metade das emissões globais.
Segundo o Pnuma, as emissões de mercúrio por minas artesanais de ouro dobraram desde 2005, num total de 727 toneladas por ano. Já a queima de carvão emite 475 toneladas de mercúrio anualmente. Em um século, dobrou a quantidade do metal no topo dos oceanos e concentrações em águas mais profundas aumentaram 25%. Rios e lagos também estão recebendo cerca de 260 toneladas do metal por ano, que estava acumulado no solo.

O estudo destaca que a exposição humana ocorre em grande parte por meio do consumo de peixe contaminado. Mas o mercúrio também é encontrado em baterias, lâmpadas, produtos dentários, cosméticos e em materiais plásticos fabricados com PVC. O Pnuma pede reforço das ações de governos, indústrias e sociedade civil para reverter o quadro, já que o mercúrio pode circular por séculos na atmosfera. No final da próxima semana, será realizada uma reunião internacional em Genebra, onde governos devem concluir as discussões sobre um tratado global para diminuir os riscos da exposição ao mercúrio e a emissão no meio ambiente.

Fonte: Rádio ONU, parceira da EcoAgência de Notícias

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