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Macaco (à esq.) e marsupial (à di.) descobertos em santuário ao norte do Peru (Foto: Divulgação/Alexander Pari/Kateryn Pino/Unam)

Cientistas da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) afirmam ter encontrado novas espécies de animais em um santuário ao norte do Peru. Foram identificados um macaco de hábitos noturnos, um novo marsupial, várias espécies de roedores e um porco-espinho, além de três espécies de anfíbios. Apenas os anfíbios já foram descritos cientificamente.

A região onde os animais foram encontrados fica próxima à fronteira com o Equador, dentro do Santuário Nacional Tabaconas-Namballe, segundo relato do pesquisador Gerardo Ceballos González, do Instituto de Ecologia da Unam, publicado no site da universidade.
Macaco (à esquerda) e marsupial (à direita) descobertos em santuário ao norte do Peru (Foto: Divulgação/Alexander Pari/Kateryn Pino/Unam)Macaco (à esq.) e marsupial (à di.) descobertos em santuário ao norte do Peru (Foto: Divulgação/Alexander Pari/Kateryn Pino/Unam)

O “diário de bordo” de González relata terem sido encontradas oito novas espécies de mamíferos, além de três anfíbios. “Esta é uma das mais importantes descobertas da biodiversidade dos últimos anos, porque todas as espécies foram encontradas em uma área muito pequena”, disse o cientista ao site da Unam.

Espécies similares ao primata descoberto no Peru recebem o nome popular, no Brasil, de macaco-da-noite. Ao menos duas espécies – o macaco-da-noite andino e o colombiano – são classificadas como vulneráveis na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

A expedição foi realizada entre 2009 e 2011, mas só agora o resultado foi divulgado, de acordo com González. A espécie de porco-espinho chama a atenção por seu grande tamanho e por possuir longos espinhos negros nas pontas, aponta o cientista.

O pesquisador indica que outro animal encontrado pode representar o espécime de raposa cinzenta mais ao sul já registrado nas Américas. “É provável que seja uma nova espécie”, disse González ao site da Unam.

O pesquisador indica que os cientistas tiveram que seguir 18 horas por estradas no Peru desde áreas de selva até os Andes, além de andar duas horas a pé, antes de chegar ao santuário. O parque mede 32 mil hectares e fica em uma região de grande altitude, com trechos entre 1,8 mil e 3,2 mil metros acima do nível do mar, diz o cientista.

González ressaltou, em seu relato, que a expedição foi acompanhada por pesquisadores peruanos. O santuário, aponta ele, exige atenção especial de ONGs e entidades que atuam contra a extinção de animais pelo planeta, “já que há várias espécies que parecem ser encontradas apenas ali”.

Fonte: Globo Natureza

Instituto Ethos