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20/09/2011 – Londres:  A WSPA – World Society for Protection of Animals mostrou a relevância do bem-estar animal para o desenvolvimento sustentável e incluiu o tema na pauta de discussões da 64ª Conferência Anual do Departamento de Informação Pública das Nações Unidas para Organizações Não-Governamentais – conhecida como Declaração de Bonn (ref. 64th Annual United Nations Department of Public Information Conference for Non-Governmental Organizations), que aconteceu entre 03 e 05 de setembro, em Bonn, na Alemanha.

O encontro foi o último evento oficial entre as reuniões preparatórias para a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável – a Rio+20, que acontecerá em junho de 2012, no Rio de Janeiro.  A WSPA ainda promoverá um encontro em outubro, em celebração à Semana Mundial dos Animais, que reunirá delegações de diversos países para intensificar o diálogo sobre o tema, em Nova Iorque.

A Declaração de Bonn é um protocolo dos temas que serão tratados na Rio+20, servindo como base para os textos que estão sendo elaborados nesta fase prévia ao evento. Durante a Conferência, a WSPA em parceria com outras organizações e especialistas, também organizou e liderou um debate visando discutir a importância do bem-estar animal para a agricultura sustentável e para o consumo de alimentos.

Após a Eco 92, a Rio+20 promete ser a maior conferência global sobre  desenvolvimento sustentável, que mobilizará milhares de pessoas em todo o mundo e contará com a presença de líderes mundiais.

Inclusão do conceito de bem-estar animal no texto final

A Declaração de Bonn afirma que o bem-estar animal deverá ser assegurado e observa que “o desenvolvimento sustentável só poderá ser alcançado se as pessoas, orientadas por políticas governamentais, abraçarem padrões de comportamento humanitários e voltados ao controle das emissões de carbono, adotando meios para uma subsistência de fato sustentável”.

A Conferência em Bonn discutiu também uma meta ambiciosa, segundo a qual “até meados de 2030, a produção agrícola global passará de industrial a sustentável. (…) Essa meta deverá incluir modelos de alimentação sustentáveis e humanitários, que forneçam alimentos saudáveis para o suprimento das atuais necessidades alimentares, mantendo a integridade dos ecossistemas e dos agricultores, assegurando a saúde e o bem-estar dos animais, e que possam prover alimentos paras as futuras gerações, com impacto negativo mínimo para o meio ambiente através de sistemas agroecológicos eficientes”.

Instituto Ethos