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por Roberto Leite, editor do blog Testando os limites da sustentabilidade

Muito se fala sobre sustentabilidade nos dias de hoje e as empresas buscam com isto agregar valor nos seus negócios, atrelando a sua imagem a este atributo.

No entanto, como outros termos que são absorvidos dentro do âmbito das corporações, a sustentabilidade infelizmente também foi mais um termo perversamente usado por organizações para induzir a sociedade ao erro.

Muitos pensam que sustentabilidade é sinônimo de ecologia, meio ambiente, plantar árvores, reciclar lixo, cuidar de animais e qualquer outro signo que remeta somente a questão ambiental, mas sustentabilidade é muito mais que isto.

Ao se pensar em sustentabilidade não devemos pensar em meio ambiente, mas num processo administrativo da empresa que engloba aspectos de rentabilidade econômica, respeito ao meio ambiente, responsabilidade social e cultural de maneira sistêmica e integrada ao negócio.

Uma das melhores formas mais de se conhecer como as empresas tratam desta questão são os balanços de sustentabilidade.

Editados anualmente, principalmente por empresas com ações em bolsa de valores, este tipo de relatório apresenta um panorama geral de como a empresa administra esta questão. No campo teórico este modelo seria excelente, mas a realidade é outra.

Aproximadamente um ano resolvi, por ser uma pessoa interessada pelo tema, ler com mais atenção os relatório de sustentabilidade e me deparei com um sério problema….. Onde está a verdade no meio de tanta foto bonita e textos tão bem escritos ?

Esta dúvida me motivou a buscar as respostas e como cidadão comum usei os famosos SAC (Serviços de Atendimento ao Cliente) que se revelaram inábeis e desconectados desta questão.

Ao receber respostas automáticas e ouvir o fantástico “vou estar encaminhando sua dúvida” que raramente foram respondidas, resolvi escrever um Blog e em 2010 lancei o “Testando os Limites da Sustentabilidade”.

Com a ideia de apenas externar minha indignação para com o atendimento recebido e revelar o quanto as empresas estavam despreparadas para lidar com esta questão eu me deparei em pouco tempo com várias pessoas que hoje também se interessam pelo tema e discutem isto de maneira bem interessante.

Hoje o blog cresceu e é um canal não só de consultas de pessoas que se interessam pelo tema, como também de empresas que buscam firmar seu posicionamento sobre esta questão (apesar de poucas ainda conseguirem tal feito).

Nunca havia entrado nas redes sociais desta forma, mas com certeza isto foi uma experiência impar e gratificante de notar que aos poucos o mundo está em mudança e que existem outras pessoas tão interessadas quanto eu nesta questão.

Hoje sei que não estou sozinho nesta busca até que quixotesca da verdade. Testar os limites é algo interessante que faz todo mundo crescer, tanto o que testa quanto o testado e se você se interessou pela ideia junte-se a nós, pois já estamos no limite da leitura dos relatórios. Ajuda é sempre bem vinda.

Confesso que é um trabalho até que divertido, pois a quantidade de relatórios “sustentáveis” que aparecem todo dia são de fazer vergonha a criação maior de Carlo Collodi.

 

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